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FGV EPPG estabelece parcerias com EMBRAPA, IPEA, DPU, SENASP e Câmara dos Deputados

O objetivo é fomentar os estudantes a compreenderem problemas reais da iniciativa pública, privada ou do terceiro setor e propor soluções aplicáveis durante o curso de graduação.

O objetivo é fomentar os estudantes a compreenderem problemas reais da iniciativa pública, privada ou do terceiro setor e propor soluções aplicáveis durante o curso de graduação.

A Escola de Políticas Públicas e Governo (FGV EPPG) estabeleceu parcerias com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Defensoria Pública da União (DPU), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e a Câmara dos Deputados. O objetivo é fomentar os estudantes a compreenderem problemas reais da iniciativa pública, privada ou do terceiro setor e propor soluções aplicáveis durante o curso de graduação.

A construção das soluções é colaborativa e conta com os gestores e colaboradores das organizações, professores especialistas e professores da disciplina “Desafios Estratégicos de Políticas Públicas I e II”. Pessoas diferentes, com visões e experiências de mundo diferentes, unidas, contribuindo para um país melhor.

No primeiro semestre de 2022 na disciplina Desafios Estratégicos de Políticas Públicas I, os estudantes propuseram soluções para os seguintes desafios:

  1. Como aumentar a abrangência da assistência jurídica integral no âmbito federal sem o aumento do custo orçamentário? [Defensoria Pública da União – DPU]
  2. Propor a aplicação do Financiamento de Renda Futura no Cenário Nacional. [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)]
  3. Como a Embrapa pode demonstrar a importância das emendas parlamentares em seu processo orçamentário? [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)]
  4. Proposta de pactuação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas [Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/)]
  5. Proposta de um modelo ágil para avaliação das ações de aprendizagem do Projeto Trilhando o Futuro da Câmara dos Deputados [Escola da Câmara / Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento – CEFOR]

Ao final do semestre, durante a apresentação dos grupos, o gestor Thiago Parry da DPU relatou que ficou impressionado com os instrumentos que a instituição fornece para que os estudantes identifiquem as oportunidades, e acrescenta “Eu pude presenciar o amadurecimento de cada um dos integrantes do grupo sobre o tema, o surgimento das ideias, e me impressionar hoje com o resultado da apresentação. Reforço que eu vou usar esse material.”

O gestor Paulo Nascimento do IPEA desafiou os estudantes a propor uma nova aplicação no contexto nacional para o modelo de empréstimos com amortizações contingentes à renda futura (ECR), já consolidado na Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra para o financiamento estudantil e de micro e pequenas empresas. Para tanto, os estudantes desenvolveram uma proposta de aplicação do financiamento de renda futura para o mercado de painéis fotovoltaicos para residências. De acordo com a pesquisa dos estudantes esse tipo de solução torna a energia solar mais acessível às famílias, possibilitando a diminuição do endividamento, maior independência energética além de promover a sustentabilidade ambiental, tema esse que cada vez mais ganha destaque nas políticas públicas nacionais e internacionais, embora ainda pouco explorado dentro da matriz energética nacional.

Os estudantes responsáveis pelo desafio da EMBRAPA produziram um conjunto de ações para a resolução do desafio proposto. Para embasar a sua proposta, o grupo realizou o diagnóstico do cenário fiscal, análise do processo orçamentário, estudo que demonstra o impacto das emendas parlamentares nas atividades de pesquisa da instituição. Os estudantes utilizaram ferramentas como Power BI para analisar o orçamento ao longo dos anos, método de pesquisa de estudo de caso, ferramenta de entrevistas com os diversos atores envolvidos, desde pesquisadores cientistas até parlamentares, entre outras. A gestora da Gerência de Relações Institucionais e Governamentais, Cynthia Cury, parabenizou o trabalho do grupo, sua coragem em trabalhar um tema tão difícil e dinâmico como orçamento público, e convidou os estudantes para realizarem a apresentação à diretoria e à presidência da EMBRAPA.

Para apresentar uma proposta de pactuação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas [Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP)], as estudantes realizaram um diagnóstico da estrutura operacional para compreender o fenômeno “pessoas desaparecidas”, a legislação, atores envolvidos e fatores que interferem na política, como a confiabilidade dos dados e o engajamento dos atores; em seguida realizaram uma análise comparativa com a pactuação do SUS, justificando-a. Na opinião da Gerente do Projeto de Desaparecidos da SENASP, Helena Ferraz, o diagnóstico foi preciso, embora implantar a proposta de pactuação indicada ainda é um grande desafio.

O diretor do CEFOR, Nelson Filho, inicia sua fala comentando que “é interessante e muito relevante ver a discussão entre teoria e prática, ou seja, o que se estuda na academia e o que de fato acontece nas instituições públicas.”. Em relação ao trabalho apresentado pelo grupo, ele destaca a discussão metodológica para a avaliação da aprendizagem como importante contribuição e que será aproveitada nos cursos da Câmara, em especial aos cursos direcionados ao público interno.

Para o estudante Daniel Felzke Feitosa “A disciplina de Desafios Estratégicos de Políticas Públicas e Governo é um marco divisor no curso de Graduação em Administração Pública.” Ele comenta ainda que a disciplina coloca a prova diversos conhecimentos abordados de maneira mais profunda nos demais semestres do curso. Para a estudante Beatriz De Lima Senna “Esse desafio foi uma grande oportunidade de unir o conhecimento à prática, de fazer networking com pessoas da área e de participar de cerimônias importantes para o Órgão. Por fim, esse desafio abriu uma porta muito importante para a minha vida acadêmica e profissional, pois o trabalho final produzido foi aprovado e apresentado no ENAJUS (Encontro de Administração da Justiça) que significou mais uma oportunidade de muito aprendizado e conexões importantes.”

Para a profa. Dra. Tatiana Soster, líder da disciplina, cada oferta é uma experiência única repleta de aprendizado entre todos os envolvidos. Em relação aos estudantes, a professora comenta que “É impressionante a capacidade de desenvolvimento de um conjunto significativo de valores e competências necessários para o mundo do trabalho em um curto período. Por exemplo: liderança, cooperação e colaboração, intraempreendedorismo, estratégia, responsabilidade, diversidade, adaptabilidade e impacto.”

sr

Da esquerda para direita: Daniel Felzke (estudante), Yara Testa (estudante), Karla Virgilio (gestora), Laisa Mel (estudante), Cynthia Cury (gestora).

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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